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sábado

até quando?

Conto com folhas até o momento que as perco, daí se vão memórias e momentos e vontades guardadas.
O que escrevo nelas quase sempre tem ouvidos certos a acertar, só faltam as palavras escritas virarem sons para chegar a quem deveria chegar.
Conto com folhas até o momento que as perco, até caber o necessário, até permanecer concreto, até eu sentir através disso o que falta em seus olhos, o que procuro no nada que seu infinito caos me instiga.
Digo o que se faz certo aos meus motivos, que são muitos na verdade, me afogo em tantos mas não acho o qual realmente se encaixa a você.

Quiet 'cause your voice can crack it's breaking up

Por 10h seguidas a mesma música toca. Portanto permanecer virou parte imprescindível, virou verdade aos seus pequenos olhos cansados, trouxe calma ao seu coração mas atormentou sua mente, esse sinal de costume, esse ponto colorido demais, deixou muitas certezas onde não as tem. Motivos para duvidar ainda mais.
Mas isso ainda não tem nome, nem pretexto, tem ouvidos e muitas e muitas esquinas para se dobrar e se deparar com surpresas, boas e ruins, observe.

terça-feira

Desgrudei,

cabeça aérea, toquei e ri.
Sem chão, talvez um pé na ilusão, mas a realidade desapareceu.
Troquei vícios, vistos e certezas, traguei aquilo que veio, soltei aquilo que precisou ir. Ocupei espaço, culpei o bater de dedos na mesa como causa primeira de pensar. Pensei, ocupei, culpei, senti o peso de existir.
Tranquei, travei, recusei, respirei, espiei, me sinto melhor do avesso, tendo total consciência que estou porque quero.
Sei que se é. Sei sobre sonhos impossíveis, sei que mudar a realidade faz parte disso.
Ocupei espaço o bastante para se saber.
Existi o suficiente para sentir e culpar e pensar.

segunda-feira

Morangos doces

Os morangos continuam doces para aqueles que o mofo não vê.
                                                                          o azedo não sente.
                                                                          o tempo não existe.
                                                                          o amor não acaba.
                                                                          a razão não faz diferença.
                                                                          a morte não muda,
                                                                    (e)  a vida é incessante.

terça-feira

Encontro do que Sou, fez-se Eu.

a Esperança aparece com alguns indícios de ilusão - mordidas generosas por onde quer que veja -, acompanhada da amiga Loucura que se faz de ingênua e ri de tudo.
a Sabedoria se diz passar por cima dos Enganos, mas que mais somos do que eternos enganados?!
a Verdade vem colorida, mas borrada pela Mentira, vem em círculos de viciosas perguntas e atuações.
o Medo vem de braço dado com a Coragem, na falta de um, o outro da as caras sem nem precisar pensar; estão sempre trabalhando juntos na maioria dos casos.
o Carinho mostra o sorriso da Compaixão e da Empatia, como se esses fossem seus filhos.
o Ego só conseguiu ceder lugar para si mesmo, que de muito antes, são aliados, eternos amigos o Ego veio acompanhado de si mesmo.
a Felicidade aparece picada, cheia de remendos ou até mesmo faltando pedaços, buracos grandes em certas partes.
o Perdão vem acompanhado da Consciência em um belo estado de saúde.
a Vida faz-se um pedacinho em cada um.
a Morte vem vestida de preto e vermelho, mostra os dentes em um ato, segura de si.
Leva-os, mas também os trazem ao verdadeiro estado de Consiência e Razão.
.Transformando em mim a metade disso.

quarta-feira

Tratando do que não é meu até certo ponto.

Tratados de guerra, tratados de segredos, tratados de amor,
Tratado assim como eu fiz com você.
Por todos aqueles que me olham, retribuo o olhar como ser distante, mas com a possibilidade de aproximação.
Tratados com desconhecidos.
Fecha a porta, fecha o olho, não agarre-se ao tratado do mundo. Esse se faz demasiado enorme pra a realidade vivida.
Olhe por fora com a certeza de que dentro há muito mais.
Olhe nos meus olhos, olhe pra mim, diga se cresci. Não de tamanho, mas de mente.
Trata-se de coisas muito além das trocadas por olhares com estranhos, trata-se do nosso tratado de ser o que somos!
Olhe pra mim e diga o que você vê. Sem embasamento nos outros. Julgo-os falidos de percepção. Falidos de observação. Falidos.
Trate-me como alguém a sua altura. Acabou a história em quadrinhos a muito tempo, a história pode se repetir no todo, mas nos detalhes é diferente a cada passo. A cada passo descubro um novo tratado com você, espero que você enxergue da mesma forma. Como trata-se de nós, trata-se do fundamental.
Trata os desconhecidos na rua, trata de retribuir olhares, não me importo. Fecha tratados assim, em segredo pra muitos, mas pra mim, nada se esconde ou altera o foco. O fato de ser olhar desconhecido as vezes instiga, mas comigo o desconhecido muda de lado, se altera instantaneamente, quado se trata de você.
A cada passo, um novo tratado com você, me faz perder o chão como no meio da areia movediça, não altera mas engole. Engole o olhar calado, mostra prova, bate na porta de quem permite. Aproxime! Faça tratados falidos, tratados em segredo, tratados mudos. Mas faça! sinta-se e deixe-se engolir pela areia. Afunde e continue a engolir, ou melhor, observe o que nos tornamos!
Desconhecidos conhecidos, com conversas vazias de olhares ocultados pela incerteza. Talvez apagar o passado seja melhor mesmo, mas sinto muito, me pego pensando nos tratados do passado que continuam a existir sem permissão de ficar, entre eu e você.
Pode ser que não exista mais portas para serem batidas, visitadas e afundadas, mas existem tratados feitos para a eternidade. Desses, não tem como fugir, porque você mesmo os desconhece até que se tornem parte do seu dia-a-dia, ameaçando, calando, compartilhando do mesmo sentimento, e quando se tornam parte do seu dia-a-dia se fazem de impossíveis, não existe opção, o tratado já foi feito e hoje te chama para cumpri-lo. Apenas aceite.

sexta-feira

Ser Pragmático


Aos efeitos práticos, um sujeito pragmático não tem nada a esconder ou imaginar, analisa-os de ponta a ponta, sendo direto. Finalmente achei um caminho que dá para respirar enquanto se caminha.
De útil, virei pragmático por opção superficial de vida.
O que quebra? O que mente? O que influencia? O que aconteceu?
Fácil dizer tudo se passa a pensar como um.

terça-feira

Sou Vírgula


Senti na pele ser vírgula quando trombei com o ponto e ele se fez reticência. Cometa o pecado de se enganar com a meia verdade do fim. Sinta o gosto de não saber o que significa. Sem razão para ser um nada pra mim, escondi suprimentos em palavras, adiei a sede e a fome e o desespero.

sexta-feira

Amigo


"Falo-vos do amigo que leva em si um mundo disponível, um invólucro do bem - do amigo que tem sempre um mundo disponível para dar!"  'Nietzsche

FELIZ DIA DO AMIGO!

domingo

Noite sem razão



Que você seja forte, pois no momento em que você precisar de maior compreensão, ninguém te compreenderá.
Por mares de águas agitadas venho andando. Afogando eu diria.
Estou com demônios dentro de mim, me perturbam e me deixam agitada demais com todos esses chutes e socos de vontade para que se libertem... Se sou, não satisfaz... Preciso de mais, mais, mais, não me sinto inteira! Faltam peças importantes desse estranho quebra cabeça.
Há muito deixei de ser um, dividi-me, gostei, experimento, acredito ser assim. Sou! Mas se sou, não me sinto inteira!
Pode ser um copo de água, boca seca incomoda não é?!
Já vai tarde, porque pra viver, tem que ter esperanças de dias melhores.
Até tentando fugir da realidade o pesadelo me acompanha o sono, viro morto vivo, sem saber o que fazer.
Ser silêncio na calada da noite é um consentir inconsciente, que quase ninguém repara o quanto perturba a mente. É nessa hora que se mostram os mais sombrios pensamentos... Imaturos, se fazem presente por horas e horas e horas... Mastigação lenta, eu diria.
Viro morto vivo sedento por sonhos, água e compreensão.
Faço de minhas noites banquetes profundos da alma; reflexões e sentimentos aparecem tumultuados, atropelados pela ânsia de dormir, inquietos e aflitos não deixam o sono se manifestar. O sufocam e vejo mais um dia nascer sem razão. 

quarta-feira

Post it



E como se fosse um final feliz, eu acordei. Por quão difícil imaginar o dia se tornar melhor do que já é, me pego precisando de um beliscão.
O vento faz sua parte de ser vento e me atinge como um peteleco de dedos gelados, num rosto que lágrimas já fizeram parte - ontem mesmo aquela antiga sensação me veio, mas como veio se foi - e agora o Sol queima todas as partes mofadas de mim e todos os 'post its' da minha memória se vão, descolam como se a cola já estivesse bem gasta pra continuar grudada.
Pronto, sou um espaço em branco, um ponto. Pronta para escrever novos 'post its'.
                 --passei no vestibulaaaaaaaaaaaar

Momentâneo



Continuo a andar. Elevo uma prece muda para muitos ouvidos, inclusive aos meus. Para pessoas teimosas, o shock de aviso pra se manter à distância não quer dizer muita coisa. Que a dor não se faça duas caras e se apresente como costumeira e normal.
Para resultados de agora, me vejo querendo o imediato.
Para resultados a longo prazo me jogo indiferente, nunca pensei ser tão fria, nunca tive o costume de ser. Não acreditando muito em palavras - por mais amiga que eu seja delas, sinto demasiada sede de verdades de quem as alimenta - prefiro hoje o desenho. Os números nunca me fizeram companhia, nunca senti em seus olhos a segurança que um texto me passa ou a tranquilidade de apreciar um desenho. Continuo a andar e me atrevo a correr, talvez pra perto, talvez pra longe... Nos extremos de ser extremo para conhecer o que pode vir a ser equilíbrio.

terça-feira

Sorrindo, Pensando, Sorrindo


Entrar em equilíbrio comigo.
Sorrir pro espelho quantas vezes for preciso,
Me achar revelada no filme da máquina, que mexe como desenho...
Sorrindo
Pensando
Sorrindo
Pensando
Sorrindo
Sabendo passar, sorrir, olhar e continuar passando, sem paradas extras no campo do falatório.
Meu silêncio rodeado das palavras certas pro que quero dizer, andará comigo e te encostará.
Meu silêncio, meu sorriso, meu olhar colocando minha vontade em primeiro lugar, calando o que não quero escutar. Meu silêncio vai engolir suas palavras discretamente.
Mas que vai dar certo, vai...

quinta-feira

Viver é muito louco..



Viver é um abismo de quedas livres;
é um acordar e dormir;
é sentir pulsar o coração;
é uma reação e ação;
é reagir ao impulso;
é tomar decisões;
é presente, passado e futuro;
é uma alegria; (?)
é um estar cego e surdo mesmo enxergando e ouvindo tudo;
é um não saber;
é um não e um sim;
é abraço;
é realidade de sonho ou pesadelo ou normal demais;
é uma anásile por um microscópio;
é brincar com fogo: queimar agora pra doer depois;
é gelo em copo d'água: as vezes não altera nada;
é uma dança de valsa;
é um carimbo de "comprovado";
é gritar pra ouvir eco;
é fechar os olhos na montanha russa dos sentimentos, passar no looping e conseguir a foto perfeita;
é marcar como meta o absurdo e mesmo assim dizer: chego lá antes dos 30!
é ser verdade e mentira, ignorância e conhecimento;
é ter olhos aflitos, mãos vazias e pernas para caminhar;
é corpo quente sabendo do formol;
é ver a pedra no meio do caminho e carregá-la com você;
é pular a pedra;
é um escrito no vidro que só aparece no escuro;
é a certeza da dúvida querer ser certeza;
é flutuar na gravidade com pés pesados;
é um ver pelo caleidoscópio e imaginar ser o vidro;
é um começo no fim com o recomeçar;
é um tênis sujo;
é o que condena, faz barulho, proibe e liberta;
é simples sem focar;
é complicado se pensar;
é mirar sem saber onde a flecha vai acertar;
é simplesmente arriscar.

segunda-feira

Mundo

"Como se mostra afável, como se mostra afetuoso o mundo, tão logo fazemos como todo mundo e nos 'deixamos levar' como todo mundo!..."
                                                      * Genealogia da Moral - Nietzsche

quinta-feira

Muito mais que..

Sabe? Não deixe que te tirem seu iPod, mp3, o que for que carregue sua lista de música.
Que muito mais que aparelhos, são momentos da sua/minha vida.
E se sua vida anda sem trilha sonora, aconselho que repare mais: seu coração dita a batida, seu sangue correndo nas veias e artérias faz parte da música do corpo, sua respiração, seu andar... Você tem uma sintonia entre o que vive de sons, tipo um rádio que capta as frequências, se a música do seu corpo está descompassada, escute mais você mesmo.

Verá como a música é vida, que seu fone de ouvido te ajuda no equilíbrio do que pulsa, sente, corre, respira... Que dita o ritmo dos seus passos na rua, que se faz presente se o sorriso não sair ou a lágrima não rolar; o som que te anima, que serve de abrigo e até mesmo de psicólogo, dizendo o que se precisa escutar.
                                                       Sem música não há vida!

segunda-feira

Felicidade


Chega em silêncio; sem imagem definida; desperta nos acordados pra vida; cria; faz mudanças acontecerem no escuro; fala em tom suave; passa sem ser percebida ou faz tudo balançar; toca no rosto como um vento fresco, faz cada momento não ter preço; completa o copo 'meio cheio' e faz-se meio no 'meio vazio'; mostra-se em sorrisos, risadas e som; quando some fica guardada dentro da gente, esperando oportunidades de se manifestar de novo. Felicidade, essa é você!

refúgio


Talvez pelo que eu espero não exista, esse tempo não chegue, esse sentimento não floreça, porque simplesmente não existe.
Como uma ilusão, um sonho que eu acredite ser bom, essa ansiedade cretina que me arrebenta, talvez seja por um nada... Até quanto vale a pena viver por cabeças alheias? Até quanto minha vontade me supera?
Talvez esse tempo, meu, venha... Não posso deixar de sonhar com ele. Acho que me falta coragem e vontade para o que eu sinto, por isso acho que não existe...
Procuro um refúgio: o de dizer que não existe.
Bom saber que a realidade é outra, a realidade que acabou de abrir meus olhos e confirmar mais uma vez, que pontos de vistas existem aos montes.
Se eu crio refúgios pra essa realidade, boba sou eu.

               --radiohead - fake plastic trees  [ouve ai]--

quarta-feira

Desaparecer

Preciso desaparecer quando a noite me faz fechar os olhos. Desaparecer pelo que é realidade...
Onde o sonho quebra, onde a batalha não é só minha e que risca e marca qualquer coisa frágil disponível aos sentimentos. E os ouvidos escutam palavras novas e antigas mas que formam outras frases, que mudam o impensável até ali. As mãos se disfazem por incapacidade de tato. Os olhos que a nada enxergam, sentem o gosto azedo da escuridão, onde ninguém quer estar.
Para nada servem onde se risca e marca qualquer coisa frágil disponível aos sentimentos. Por isso sorrio, um sorriso novo, para desaparecer de novo.

quinta-feira

Voltando ao novo


Começar dando tchau para muita coisa. A mudança participa da volta. Se sou alguém de círculos? Não, não mesmo. Que mude o quarto, a comida, a hora, o escrito. Faz bem criar e matar.
Vou do insano ao equilíbrio, vou do equilíbrio ao calmo demais. O círculo está longe do incostante, está longe de mim. Ataques de riso constantes, lembranças falhas, mensagens apagadas...
O pouco que sei é preto e branco, as cores vem depois, com o viver...

quarta-feira

Cartola



Da sua cartola tire frascos simples
Frágil alegria, boba sensatez...
Escreva para mim, diga quantas gotas
Quantos dias do mês
Quanto vale os dias vividos e não sonhados?
Quanto vale as noites sonhadas e não vividas?
Estúpida cartola
Estúpida vez.
Dilua com água? Digo que o cuspe também serve..

sábado

Vamos a Revolução do Amanhã


Quero a receita do que poucos sabem
Frascos de felicidade, potes de loucura
Me diz o que te faz bem sem você perceber
Vamos a revolução dos que procuram.
A vida é rara, a saúde não existe.

É tão bom criar sonhos,
Mas pra que servem se os esconde?
Vamos a revolução dos que sonham.
Falar que deseja não é pecado
Começar a dizer é parte daquele que quer.
A rua nunca foi tão movimentada de palavras
Vamos a revolução dos que movem.
Andar não é fácil, é pra qualquer um.
Chegar a lugares desconhecidos é precioso,
Vamos a revolução dos que conhecem!

Reconhecer que foi falta
Falta de amor, de inovar,
De ser, sentir e deixar
Vamos a revolução dos que mudam.
Nunca se esteve entre tantos ouvidos,
Nunca se esteve tão tampado do mundo,
Vamos a revolução do nunca e do sempre
Sempre vamos onde o nunca é o limite.
Descobrir algum motivo pra sorrir
Não é pra qualquer um, é fácil assim.
Se manter respirando ainda é opção
Estar sozinho não significa solidão.

Vamos a revolução dos que prestam!
Prestar atenção é raro
Na vida então...
Sequer ser um pouquinho,
Sequer sonhar rapidinho.

Vamos a revolução dos que perguntam.
Desligue a TV, deixe o livro fechado,
Responda a perguntas que não te fazem normalmente.
Vamos a revolução do amanhã,
Enquanto há tempo hoje.


                                                                                       --   'John Lennon - Imagine' escuta ai ;]




quinta-feira

terra fértil de sonhos mortos


Bichos da decomposição! Fadados a viver do que já morreu. Plano de vida, famosa ideologia, do que sou eu?
Oh cemitério, Oh lápide, Oh sepulcro do meu sonho. Terra mais fértil não existe! Tudo que deita, levanta um dia.
Que do morto que adormece ali viva a vontade que grita e que no dia do grito final ele se levante, mais novo, conservado e limpo do que as pessoas mesquinhas, do que os olhos vesgos.

quarta-feira

Esquina

Se você vira a esquina, é porque na reta já não da mais pra continuar.
O que você vê virando a esquina? Até mesmo em dias claros nada se consegue ver não é mesmo?
Que esquina foi virar hein? Agora tente tatear para sair dai. Desfazer a curva não é mais possível.
Segure seu fôlego e apenas concorde por enquanto.
Por que voltou?
Vou lembrar que o "em frente" é pra onde se deve ir.
O sangue que corre nas veias, até ele quer ir pro lado contrário não é? Que confusão garota! Segure seu fôlego, segure o pouco que resta de inteiro em você.
Suma se precisa de tempo, mas suma dentro de você mesma e se ache na esquina escura, que mesmo no dia claro não se enxerga nada, essa esquina é seu coração. Está com medo? Espero que não se arrependa logo agora. Coloque um sorriso no rosto vai, se junte a nós do outro lado. Sem preocupações. Nada está perdido quando está apenas começando. Pense em você como um pequeno início, borrado por dúvidas mas que mesmo assim começa, pelo jeito que talvez, pareça o mais errado de ser.

domingo

Linha que continua



As vezes eu brinco de colocar a 'linha que continua' no suposto lugar certo, diagonal com diagonal, paralela igualmente.
Só que dura pouco, alguém vai e pisa e atrapalha tudo de novo.

sábado

e..



E você outra boca? Está aqui por que, já que nada diz?
Acha ser importante representar o papel que parece faltar não é mesmo?
Digo obrigada, mas estou brava.
Obrigada mas quero andar com minhas pernas.