Páginas

terça-feira

estrelas, postes, afogada.

Eu ando precisando escrever, afogar alguns sentimentos dentro de outros. 
'Deixar que te percebam sem que te comparem.'
Ando vivendo aflita, arrancando cabelos, conhecendo vírgulas. Com um sentimento de auto destruição aflorado para alguns campos de conhecimentos baratos, desconstruindo progressos e humanos. Mastigando-os.  
Deixando canecas pelos cantos, transpirando cafeína. 
Numa bolha que nem eu me encaixo sem sossego, nas insônias mais demoradas, quando pisca-piscas te enlouquecem e o que passa pela cabeça numa noite nublada é apenas que 'na falta das estrelas no céu o poste serve, não só pela distância prolongada, mas pelo brilho intenso que provoca.'
Talvez respirar seja realmente agressivo e contar o passar do tempo pelas batidas de um coração descompassadamente impossível.
Talvez o homem velho respire melhor, pelo desgaste já causado, assim, pelo costume; e seu coração bata menos pela vida passada, por tudo não alcançado e que teve que aprender a esperar, sem nem ao menos querer.
Por tanto rir ou chorar, por sentir ou sei lá, pelo passar.

domingo

Sobre garrafas perdidas

Voltei pra casa, abri a porta mas, juro, não entrei. Não totalmente.
Pelo caminho perdi alguns momentos, ganhei outros. Rasguei pequenas insuficiências, coisas que não fariam falta de um jeito ou de outro. Não remendei nada não, mas costurei algumas coisas, é. Costurei em mim e hoje minha sombra não é só minha, meu olhar não é só meu.
É difícil falar sobre o que nos transforma a essa altura da vida, das pessoas que passam e levam ou trazem.
Perdi vida, um certo desassossego ritmado.
Ganhei memória, e quando me pego lembrando sorrio por saber que o melhor, com certeza, não passou desapercebido.

quinta-feira

serve de nada

ele acreditava no tempo
acreditava no momento
na hora marcada
no instante
até sumir
e passar a não contar nem os dias.
deixava o tempo.
alguma simpatia ainda tinha com o momento, ainda ria quando dava.
e no instante oportuno
sumiu.

sexta-feira

Mas é só. Digo, só o gosto.

Esse tipo de vida não é?
Esse tipo de vida eu já tive, aquele que você é pequeno e as pessoas duvidam se você vai comer o pote todo de sorvete e se vai rir ou passar mal depois, o tipo de vida que as pessoas enquanto pequenas acham incrível e as que a cercam dão motivos para que elas achem mesmo, que te fazem achar que é quase impossível, você, VOCÊ enquanto pequeno, fazer tal coisa e que quando faz acha maravilhoso e se sente arrebentando por ter feito, certo?
Certo é algo conversável. Vamos lá...
As vezes eu gosto de sentir frio, isso é certo? "Não", sua mãe é a primeira a dizer, "você vai ficar resfriado! Anda, vai colocar uma blusa!"
Mas sentir frio é muito mais que uma blusa ou um resfriado. Sentir frio é, simplesmente, sentir frio!
Sentir o vento e se arrepiar com ele, eu gosto das pessoas que se arrepiam, arrepiar é uma das coisas mais engraçadas que se vê por ai, penso que arrepiar mexe mais com a cabeça do que espirrar, compreende?
Mas voltando naquele tipo de vida, não sei se é para ser assim não... Ontem eu estava tomando café em um lugar qualquer, lendo um livro qualquer, pensando em quem poderia me desafiar a tomar café ou o bule inteiro, e vi que ninguém.
Já reparei também que chega um tempo que as pessoas não querem que duvidem do que elas são capazes, nem nas pequenas e nem nas grandes coisas, reparei que elas gostam de ser capazes de tudo mesmo não sendo, e é bem desse jeito que elas gostam de ser que as fazem tão mesquinhas, elas não descobrem o quão idiotas podem ser, elas não riem disso.
Elas acabam com o sorvete, sorriem para os que estão perto e passam mal sozinhas depois, por vergonha de fracassar.
Eu quero dizer que fracassei, em qualquer ocasião receptiva a esse tipo de comentário, quero que me olhem com caras irritadas, que me xinguem e apontem seus dedos nervosos dizendo "Menina! Você tem que ser alguém na vida! E não é fracassando que se chegará em algum lugar agradável!
Naquele tempo que me desafiavam com o pote de sorvete e eu não conseguia, ninguém reclamava e dizia sobre ser alguém, na verdade ninguém me perguntou se eu queria ser alguém na vida com o passar dos anos, mas hoje sou obrigada a ser. Sou mesmo?
Continuei tomando sorvete e me desafiando a tomar tudo, com muito gosto, porque é doce e eu amo lamber os dedos depois, ou a tomar café ou o bule inteiro, amo o gosto disso.
Mas é só. Digo, só o gosto.

quinta-feira

Crohn

Bom, preciso dar uma desabafada, e é, usarei mais uma vez o meu blog  C:
       'vai pra terapia pri!' 'sim galera, eu vou, mas por esses dias minha psicóloga está viajando, não terei ela por algumas semanas, portanto me aguentem!'
Estava procurando algumas informações sobre a Humira, injeção que eu tomo toda semana, e acabei por achar alguns sites que as pessoas compartilham sobre suas experiências,
calma, pra quem não sabe eu tenho crohn, doença auto imune que na maioria das vezes ataca o intestino, causando muitas complicações, é um pouco rara mas, hoje em dia, pelo ritmo de vida corrido, tem aparecido cada vez mais pessoas com isso. Os sintomas são variados, é muito difícil o diagnóstico, é complicado de lidar e sabe, não tenho muita paciência para falar sobre as condições não, foram/são anos de convivência com o crohn e só quem ta vivendo isso sabe como realmente é. Onde eu quero chegar é que, fico me perguntando... Os tratamentos são vários, muito paliativos, depende muito do estado de cada um para dizer o que vai acontecer ou como vai acontecer, crohn não tem receita, suspeito dizer que nunca terá. Me incomodo em ver e ler sobre o que tem na internet, muitas coisas não valem a pena nem um pouco, elas te assustam e fazem parecer maior do que realmente é. Não que compartilhar suas vitórias ou sintomas seja ruim, não é esse o ponto que estou falando, só quero que fique aqui meu depoimento de que o mais importante é que passa. Demora? Sim, demora mas é possível viver bem e ter o crohn controlado.
Dói? Sim, dói.
E as recaídas? São muitas? Sim! São! As vezes você acha que não volta não, que ta ficando tudo muito estranho, mas volta.
E os remédios? Fortes, que te fazem ter vontade de largar tudo, porque no começo, com remédio ou sem remédio você sente dor do mesmo jeito.
A quanto tempo você lida com isso? a exatamente uns 11 anos, e ó, só agora que vejo melhoras e estou mais animada com tudo.
Desanimou em algum momento? Não. A vontade de viver sempre persistiu. Por isso não via as coisas na internet, porque eu sabia que ficar olhando e morrendo de medo não ajuda em nada.
É isso gente, se tem alguém que quer compartilhar suas experiências com o crohn, SAIBA o que compartilhar, porque as pessoas querem ler algo para se sentir melhor não pra ficarem piores, já chega os sites de medicina por ai.

Compartilhe esse tipo de notícia, porque é desse tipo que deixa os outros felizes C:

domingo

estado de esgotamento

a vontade de compartilhar persistia,
os efeitos das doses, sentia todos no sangue, nos ossos.
sabe como viver driblando muitas vidas
consumindo cafeína.
"o que está acontecendo?"
se entupindo de torpor.

quinta-feira

do que precisamos ou do tempo

As vezes o tempo que a gente diz ser o bastante não é o bastante para fazer a gente perceber o que precisa, dois, dez anos, um pouco mais que agora... Ninguém sabe do que precisa até encontrar e se permitir deixar sentir que é aquilo, que é assim e por ser assim a gente quer.
As pessoas devem impulsionar, por mais que para isso elas precisem de outra para ser suporte, pra dar aquilo que pode e para dizer também, ouvir de gente que gosta da gente que somos importante, é perturbantemente bom. Acompanhar por carinho sai caro (mas existe), talvez saia caro mesmo, mas não tanto quanto caminhar sozinho, isso sim dói, dói demais andar sozinho, se ver sozinho, sentir-se sozinho, por isso aproveite se isso vier de graça, quando a oportunidade de ser especial para alguém é tão rara hoje em dia aproveite para se sentir assim, aprenda outros meios prováveis de ser, veja que não mudar ou arriscar se perde por deixar de viver, se deixa passar as prováveis marcas que são necessárias para se ter o melhor, para se fazer o melhor.
A vida te decepciona, é muito verdade, todos nós sabemos, mas mais verdade do que a decepção, é ver a vontade cumprida, o sorriso ou a lágrima de satisfação,
o que te satisfaz?
Satisfazer quando ser zero deixa um buraco e o conveniente ou o simples te puxa pra baixo.
Pra baixo só quem morre conhece, e acho que estamos muito vivos, receptivos ao que faz barulho e atormenta,
satisfaz a procura aquele que acha, satisfaz o grito aquele que grita, mais que o suficiente é o bem estar, é a sensação de ter tentado, de nenhum arrependimento.
Alguns tipos de pessoas, uma vez ou outra, se encontram, e do jeito que elas se entendem é pra ser, você sabe que vai estar errado se não deixar, de alguma forma, de qualquer forma que seja, de perto, de longe, de cabeça pra baixo, interferir de um jeito bom, surpreendente.
 É o tipo de coisa que causa conflito, que a cabeça não estará de acordo nunca, inexplicável, que mesmo assim você quer. E sou eu.


'cause i don't have a clue anymore
maybe we could dance,
together,
together,
together...

sábado

cansei de falar sobre o que eu não sei,

vamos as partes que tenho opinião própria, sujeita a mutações, claro, mas que no momento está muito bem estruturada na minha cabeça.
em uma semana que para tudo que eu olhava uma ficha caia e uma pedaço de mim ia embora,
em uma semana que dei pontos finais para situações e estou a procura de como dar outros,
entre dias nublados e ensolarados, transitei junto por esses estados:
saudade não mata, essa é para as pessoas desesperadas.
sinto muito mais que penso, o impulso faz parte de um cotidiano secreto de altos e baixos, sorte que sinto calada, já aprendi essa antes.
falo muito, mas falo muito pouco, depende do ponto de referência. Se comparado a tudo o que penso, falo pouco. Se comparado a outras pessoas, falo muito.
julguei, na verdade faço muito isso, e hoje me sinto idiota por ter percebido que no fundo é apenas um jeito de ser, incompreendido, mas que não duvido, seja um dos melhores para se viver.
dei um rumo, e me sinto despreocupada e ao mesmo tempo ansiosa por querer saber o que vai acontecer, mas falta tempo que parece eternidade.
sei daquelas palavras que assustam, sei muito bem que o nunca é nunca de verdade mesmo, sem dúvidas para aqueles estados de inconstância.
achei o início que estava escondido, argumentos válidos, destruirei muros.
Sei que sai rindo e rindo ALTO.

"Do you realize that you have the most beatiful face?
 Do you realize we're floating in space?
 Do you realize that happiness makes you cry?
 Do you realize that everyone you know someday will die?
     And instead of saying all of your goodbyes - let them know
     You realize that life goes fast
     It's hard to make the good things last
     You realize the sun don't go down
     It's just an illusion caused by the world spinning round" 
                                                                                    The Flaming Lips

sexta-feira

sobre paredes e pilastras

Lembra do dia que ela disse que iria mudar?
Simples, singela, curta e econômica em palavras, se diz normal.
Repete Fria, Fria, Fria, Fria, Fria, dentro da própria cabeça tão repetidas vezes que sente um calafrio.
Não pensa em até que ponto o meio a influencia e interfere na vida e nas escolhas, apenas repete 'Fria'.

nunca a concretizávamos

"Soprei o café e bebi: bom café. Procurei, senti os dedos da mente tateando, mas não chegando a tocar no que estava lá me aborrecendo. Então me dei conta, como um choque e um trovão, como morte e destruição. Levantei-me do balcão e parti tomado de medo, caminhando rápido pelo passeio de tábuas, passando por pessoas que pareciam estranhas e espectrais: o mundo parecia um mito, um plano transparente, e todas as coisas sobre ele estavam aqui apenas por pouco tempo; todos nós, todos estávamos aqui por pouco tempo e então estávamos em outro lugar; não estávamos vivos de verdade, estávamos próximos da vida, mas nunca a concretizávamos. Vamos morrer. Todo mundo ia morrer."
                                                        Pergunte ao Pó

quinta-feira

Não sou feita de olhos, nem de bocas, deixo para os que são bons na arte de olhar e mastigar esse privilégio. Ser feito de algo é muita responsabilidade e eu to naquele tempo de 'let it be' sem mais, sem menos.

Não ter medo do escuro se escuta melhor que vê.

quarta-feira

tumulto de bocas fechadas

Estou com falta de adjetivos, algo preso assim que causa tumulto, não sei discernir e nem classificar o que acontece ao meu redor.
Seria isso um culpar alheio?! Que culpe aquele 360 jamais dado pelos olhos se o corpo imóvel, naquele momento.
Choque
Choca
Causa risada
Um tumulto de bocas fechadas.

É realmente o contrário

  A gente devia largar de se preocupar tanto com os outros se não nos sentimos felizes como somos, satisfeito não é feliz. Existe um precipício enorme entre as pessoas que estão próximas porque estar próximo não passa de uma ilusão, e sério, fica mais difícil criar pontes se você apenas consegue se sentir satisfeito perante as coisas e é mais os outros que você mesmo.
Parar de ser o que você quer não é uma opção, na verdade quero saber pra que realmente existem os castigos e as proibições se na nossa cabeça a gente faz, quando não até pior. Porque o que a gente precisa aprender, a vida ensina, realmente ensina, mais cedo ou mais tarde, pelos nossos atos e pelas nossas escolhas. Se doer, é problema exclusivamente nosso.
O contrário é melhor mesmo, quero ver se eu tenho a audácia de me perder pra realmente saber quem sou, desprendimento social, um tanto de 'foda-se' -o suficiente de 'foda-se' para deixar as preocupações de lado-. Você está querendo ser protegido de que? do mundo? do 'lá de fora' que as pessoas tanto falam que é perigoso? Por favor gente, viver com medo não é viver. Precisamos experimentar, e não é que falta juízo ou exigimos uma postura correta. UMA COISA NÃO TEM NADA A VER COM A OUTRA. Permitir-se falar, fazer, ouvir e ver não tem nada de ruim nisso, se está mal MUDE, SAIA, FAÇA DIFERENTE, TENTE OUTRA ESTRATÉGIA.
E acho que isso assusta muito porque é algo que se faz sozinho, depende UNICAMENTE de cada um. Mas a gente vai ficar assustado até quando? Imagine o tanto de aprendizado que a gente leva de uma experiência tal!
 A vida só esta perdida se os momentos estão sendo desperdiçados. A sua vontade de viver passa pelo que te prende aqui, vivo.
E na boa, eu cansei de perder tempo.

"Como é aprazível ouvir palavras e sons! Não serão as palavras e os sons o arco-íris e as pontes falsas entre as coisas eternamente paradas? Para cada alma pertence um mundo diferente; para cada alma, toda outra alma é um além-mundo. Entre as coisas mais parecidas é onde mais bela é a ilusão: porque é sobre o abismo pequeno que se tornaria difícil lançar uma ponte."
                                                                                                                           Nietzsche 

terça-feira

Aquela parte, antiga parte, imprescindível

Meio perdida naquelas coisas de nunca e sempre, parei de falar de passado, parei de contar como ele deve ter sido, essa minha versão da verdade nunca me deixou satisfeita de como conto, talvez ainda não esqueci porque não foi possível aos outros e interferiu direto em mim, passarei a inventar uma nova verdade, mudar palavras que não estou satisfeita apenas pressuposto para eu me sentir melhor, eu sei, é verdade, mas me parece aquele tipo de mudança indispensável para continuar. Não quero mais ser dona de algo e não quero que ninguém seja. Dizer por motivos que a vida quis assim, que simplesmente as coisas deram esse rumo, e aqui estou eu. A gente pode falar o conveniente quando precisamos dele, e que criemos o convincente para a gente de um modo magnífico, rindo, para que seja a nossa melhor versão de como tudo bem ocorreu.
Que possamos escolher as pessoas certas a quem devemos ferir. A vida não passa disso não é mesmo? Ferir para ensinar, não o individualismo, mas ensinar a crescer, modificar para algum extremo ainda não visitado. Aquela parte, antiga, do experimentar.

sexta-feira

café sem açúcar

Tome café amargo em dias tristes pra você ter certeza de que existem coisas piores
e tome café amargo em dias felizes para que você não se esqueça que a vida não é assim sempre.
Fases, tudo é passageiro, só o café fica.

quarta-feira

Era do Gelo

Gostar de eras do gelo é algo improvável, até porque a vida é escassa nessas fases.
Mas eu gosto.
Em dias de frio a gente causa atrito pra não esfriar demais, fecha a janela, coloca um cobertor. Para frios passageiros somos abertos de coração, esfriar as vezes é tão significativo pra alma quanto que para o corpo gostar do calor tem que conhecer seu extremo, o frio.
Em eras do gelo o frio fica até secar, desfalecer, não existir pulso quente. Mas também resguarda o que pode vir a ser congelado, permanecendo intacto, esperando que o tempo passe, sem pressa.
SEM PRESSA.
Estou falando de um estado que não sofre e nem necessita de paciência, perde-se a noção de tempo.
Por isso gosto tanto de eras do gelo.

"Já voaste a grande altura? Dançaste? Porém, uma perna não é uma asa."   -Zaratustra

domingo

sobre curvas e verdades

Se a curva é sedutora e a verdade é um círculo
Todos estamos querendo uma sedução da verdade
Mas a verdade dói, e a sedução? Dói?
Talvez as consequências da sedução não agrade tanto assim e realmente pela inquietação que provoca é tão procurada quanto deve ser por inconscientes, é claro.

Sonhos Privados

Quanto sonhos privados custam?
Talvez a vida inteira.
Talvez a meia vida que sirva como essa agora não tenha tempo para isso.
Talvez a gente não sirva para sonhar ou talvez apenas para sonhar e não realizar, contando que seja melhor viver assim, sobrevivendo.
Então porque sonho? Totalmente errado também não devo estar. Acho que o pior de estar vivo é perceber que a realidade das coisas é você ser forte o bastante para a sua própria vontade nunca estar em primeiro lugar, porque ninguém quer patrocinar sonhos privados, nem você mesmo.
São demasiados caros para o bolso alheio. Ninguém quer deixar a própria felicidade de lado para fazer acontecer o sonho do outro. Que é então felicidade, se dizem que ela só é completa quando compartilhada? O individualista me disse que patrocinar sonhos privados é roubada. Roubada até pro que sonha. Que se não tem com quem dividir, quebra por incapacidade de continuar ser inteiro e único, sentindo na pele uma vontade enquanto pela cabeça passa aquela ideia, aquela questão que nunca me assombrou antes, aquela frase... 'você nunca foi você de verdade.'
Esse sentimento de culpa... Essa maldita culpa.
E se fosse apenas uma ainda tava bom.

quinta-feira

 "Perco a pose, mas não deixo o que é bom de lado"











R.Sigma

domingo

sou péssima pra títulos

Acho que esqueço que quando estou com alguém, esse alguém tem prazo de validade pra vida, me esqueço tanto que me apego assim, ao estalar de dedos.
E o toque dos meu dedos na sua pele era quase que um chamado, uma vontade de percepção, de ação contrária, talvez... Menos apatia.
O que resta é mútuo pelo que vemos entre nós. Fases contraditórias em?! Talvez o que eu precise aprender na vida seja diferente de tudo o que procurei até agora, seja aquele sorriso quadrado que daqui a um tempo darei redondo. Rindo do que se faz sonho por esses dias nublados de respostas a mais ou menos.
Silêncio dói né? Silêncio no momento certo é necessário.
Talvez esse seja o momento necessário e eu ainda não percebi.


 "he truth is never far away, you always give yourself a way, I can't even smile, through open eyes, a slide of him, won't you reveal to me?"  

quinta-feira

aquele cúmplice, aquele ponto

É incrível como que num único dia pode-se criar conteúdo vívido para um livro ou mais.
Dai fica a pergunta, a vida é muito curta ou longa demais?
A gente sobrevive a cada dia, mas viver...
Viver é fazer história, fazer acontecer sonhos, despejar vontade em cima da realidade, acelerar rotas, pegar atalho que além de chegar mais rápido se diverte, fazer memória.
          Não é simples, é viver.
Jogar tudo pro alto, pensar alto, se sentir acima do mundo e do que o rege, para depois pegar álbuns de fotos e perceber que foi um tempo longo, de momentos começados e terminados em um tempo qualquer, mas escritos à mão todos os dias.
Ser ação, parar apenas para beber água, dar pause pra dormir, acordar e nada impedir de continuar, até o dia que um ponto final aparecer e dele você se tornar cúmplice, gostar de como soa, de sua circunferência mínima ou insignificante, que te prende com sua finita capacidade de ser apenas um e aceitar como fim.

                                                                                         "Whatever tomorrow brings I'll be there
                                                                                                                with open arms and open eyes."

sexta-feira

2013?

Não sou égua para se olhar idade pelos dentes. Não sou um rostinho bonito. Não sou uma louca vanguardista. Não sou estereotipagem de virtudes ou defeitos. Mas to disposta a diferentes histórias.