cabeça aérea, toquei e ri.
Sem chão, talvez um pé na ilusão, mas a realidade desapareceu.
Troquei vícios, vistos e certezas, traguei aquilo que veio, soltei aquilo que precisou ir. Ocupei espaço, culpei o bater de dedos na mesa como causa primeira de pensar. Pensei, ocupei, culpei, senti o peso de existir.
Tranquei, travei, recusei, respirei, espiei, me sinto melhor do avesso, tendo total consciência que estou porque quero.
Sei que se é. Sei sobre sonhos impossíveis, sei que mudar a realidade faz parte disso.
Ocupei espaço o bastante para se saber.
Existi o suficiente para sentir e culpar e pensar.
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