terça-feira
Sou Vírgula
Senti na pele ser vírgula quando trombei com o ponto e ele se fez reticência. Cometa o pecado de se enganar com a meia verdade do fim. Sinta o gosto de não saber o que significa. Sem razão para ser um nada pra mim, escondi suprimentos em palavras, adiei a sede e a fome e o desespero.
sexta-feira
Amigo
"Falo-vos do amigo que leva em si um mundo disponível, um invólucro do bem - do amigo que tem sempre um mundo disponível para dar!" 'Nietzsche
FELIZ DIA DO AMIGO!
domingo
Noite sem razão
Que você seja forte, pois no momento em que você precisar de maior compreensão, ninguém te compreenderá.
Por mares de águas agitadas venho andando. Afogando eu diria.
Estou com demônios dentro de mim, me perturbam e me deixam agitada demais com todos esses chutes e socos de vontade para que se libertem... Se sou, não satisfaz... Preciso de mais, mais, mais, não me sinto inteira! Faltam peças importantes desse estranho quebra cabeça.
Há muito deixei de ser um, dividi-me, gostei, experimento, acredito ser assim. Sou! Mas se sou, não me sinto inteira!
Pode ser um copo de água, boca seca incomoda não é?!
Já vai tarde, porque pra viver, tem que ter esperanças de dias melhores.
Até tentando fugir da realidade o pesadelo me acompanha o sono, viro morto vivo, sem saber o que fazer.
Ser silêncio na calada da noite é um consentir inconsciente, que quase ninguém repara o quanto perturba a mente. É nessa hora que se mostram os mais sombrios pensamentos... Imaturos, se fazem presente por horas e horas e horas... Mastigação lenta, eu diria.
Viro morto vivo sedento por sonhos, água e compreensão.
Faço de minhas noites banquetes profundos da alma; reflexões e sentimentos aparecem tumultuados, atropelados pela ânsia de dormir, inquietos e aflitos não deixam o sono se manifestar. O sufocam e vejo mais um dia nascer sem razão.
quarta-feira
Post it
E como se fosse um final feliz, eu acordei. Por quão difícil imaginar o dia se tornar melhor do que já é, me pego precisando de um beliscão.
O vento faz sua parte de ser vento e me atinge como um peteleco de dedos gelados, num rosto que lágrimas já fizeram parte - ontem mesmo aquela antiga sensação me veio, mas como veio se foi - e agora o Sol queima todas as partes mofadas de mim e todos os 'post its' da minha memória se vão, descolam como se a cola já estivesse bem gasta pra continuar grudada.
Pronto, sou um espaço em branco, um ponto. Pronta para escrever novos 'post its'.
--passei no vestibulaaaaaaaaaaaar
Momentâneo
Continuo a andar. Elevo uma prece muda para muitos ouvidos, inclusive aos meus. Para pessoas teimosas, o shock de aviso pra se manter à distância não quer dizer muita coisa. Que a dor não se faça duas caras e se apresente como costumeira e normal.
Para resultados de agora, me vejo querendo o imediato.
Para resultados a longo prazo me jogo indiferente, nunca pensei ser tão fria, nunca tive o costume de ser. Não acreditando muito em palavras - por mais amiga que eu seja delas, sinto demasiada sede de verdades de quem as alimenta - prefiro hoje o desenho. Os números nunca me fizeram companhia, nunca senti em seus olhos a segurança que um texto me passa ou a tranquilidade de apreciar um desenho. Continuo a andar e me atrevo a correr, talvez pra perto, talvez pra longe... Nos extremos de ser extremo para conhecer o que pode vir a ser equilíbrio.
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