"Soprei o café e bebi: bom café. Procurei, senti os dedos da mente tateando, mas não chegando a tocar no que estava lá me aborrecendo. Então me dei conta, como um choque e um trovão, como morte e destruição. Levantei-me do balcão e parti tomado de medo, caminhando rápido pelo passeio de tábuas, passando por pessoas que pareciam estranhas e espectrais: o mundo parecia um mito, um plano transparente, e todas as coisas sobre ele estavam aqui apenas por pouco tempo; todos nós, todos estávamos aqui por pouco tempo e então estávamos em outro lugar; não estávamos vivos de verdade, estávamos próximos da vida, mas nunca a concretizávamos. Vamos morrer. Todo mundo ia morrer."
Pergunte ao Pó
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