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terça-feira

Aquela parte, antiga parte, imprescindível

Meio perdida naquelas coisas de nunca e sempre, parei de falar de passado, parei de contar como ele deve ter sido, essa minha versão da verdade nunca me deixou satisfeita de como conto, talvez ainda não esqueci porque não foi possível aos outros e interferiu direto em mim, passarei a inventar uma nova verdade, mudar palavras que não estou satisfeita apenas pressuposto para eu me sentir melhor, eu sei, é verdade, mas me parece aquele tipo de mudança indispensável para continuar. Não quero mais ser dona de algo e não quero que ninguém seja. Dizer por motivos que a vida quis assim, que simplesmente as coisas deram esse rumo, e aqui estou eu. A gente pode falar o conveniente quando precisamos dele, e que criemos o convincente para a gente de um modo magnífico, rindo, para que seja a nossa melhor versão de como tudo bem ocorreu.
Que possamos escolher as pessoas certas a quem devemos ferir. A vida não passa disso não é mesmo? Ferir para ensinar, não o individualismo, mas ensinar a crescer, modificar para algum extremo ainda não visitado. Aquela parte, antiga, do experimentar.

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