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sábado


A vida me questiona todo dia, eu questiono a vida todo dia.
Universo. Ponto final desse texto. Vírgulas, tudo o que separa do ser, ter, tocar e viver.
O que é eterno se guarda na mente como momentos, mas o tempo não existe. Entre o agora e o depois, vírgulas podem estar separando, ou simplesmente não.
Somos tão pouco para sermos acostumáveis.
Somos o nada, o mínimo. Somos o açucar que envolve todas as jujubas de um pacote muito grande, nos separamos entre os que se agarram nas balas e os que caem no fundo, sem saber que estamos lá.
Aprendi a viver com a rotina, e é tão pouco que me irrita rapidamente. Mas o agora é tão subjetivo, tão questionável e ao mesmo tempo previsível. Como vivo?
O tempo serve para se fazer o eterno. Mas, como eu já disse, o tempo não existe. Estamos gastando o tempo (que não existe) para descobrir que quanto mais se pensa, mais ao nada você chega. O quebra cabeça é muito grande para que em pouco tempo (que temos e não existe) juntemos as peças das questões que regem a vida, ou melhor, o universo.
Se você se questiona, a sociedade não sabe o que fazer com você. Sociedade é sinônimo de padrão no meio de muitas singularidades (nós).
Vivo para a mudança, no tempo que só serve mas não existe, tentando viver o que poderá ser eterno em vírgulas (pensamentos), o que se mostra ser como o agora, esperando o meio, a junção de tudo que foi, é, será. E para a sua opnião, me resumo dizendo que você diga. Diga isso quando o nada for tão concreto que já teremos respostas. (shut up)
Prazer, sou o nada. (e acho que você também)
Sou o nada sem respostas, pois continuo movendo, e o mover é questionar -o óbvio, o diferente- a vida.

*  é incrível como que alguns textos que escrevo terminam começando. O início e o fim não existem, o meio se completa. ;]        
         

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